Meus pensamentos

Novo blog

"Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, tá tudo assim...tão diferente.."

Pois é, assim como as estações mudam algo mudou dentro de mim. Por mais que eu tente não conseguirei explicar tal fenômeno. O que eu posso dizer é que o bulimia de pensamentos foi ótimo para desabafar e expor uma série de pensamentos saltitantes dentro de mim. Porém, sinto que estou em um período mais reflexivo de minha vida e a proposta do bulimia talvez não atenda mais tanto as minhas necessidades. Com isso, criei um outro blog para expor minhas reflexões de agora:

http://pensandoaosomdovento.blogspot.com

Encerro por aqui! Ks, Paula.



01h42 |




Um pequeno marciano

"- Agora ouça bem, Hans-Thomas. Vamos imaginar que um belo dia você vá até o jardim e descubra entre as macieiras um pequeno marciano. Digamos que ele seja um pouco menor que você e que seja amarelo, ou verde, como a sua imaginação quiser.

Concordei com a cabeça, como era de se esperar. Não tinha sentido protestar contra o tema daquela conversa.

- Digamos que a estranha figurinha erga os olhos e firme o olhar em você. Sabe, os extraterrestres gostam de encarar os outros - prosseguiu meu pai. - Até aí tudo bem. A questão é saber como você reagiria.

Quis dizer que convidaria o sujeito para tomar café da manhã; mas pra ser fiel à verdade, disse que era provável que soltaria um grito de susto e de medo.

Meu pai concordou e ficou visivelmente satisfeito com aquela resposta. Ao vê-lo assim tão satisfeito, entendi que ainda não tinha terminado de dizer tudo o que queria.

- Você não acha que ficaria um tanto espantado e curioso para saber quem era aquele extraterrestre e de onde ele vinha?

- É claro - respondi.

Mais uma vez ele fez um gesto com a cabeça e uma expressão de quem estava analisando meticulosamente todas as pessoas que se encontravam naquela praça. Depois perguntou:

- Já te ocorreu alguma vez que você mesmo pode ser esse homennzinho de Marte?

Já estava acostumado com todas aquelas coisas do meu pai, mas confesso que ao ouvir isso tive de me segurar no canto da mesa para não cair da cadeira.

- Ou um homenzinho da Terra, se você preferir - prosseguiu ele. - No fundo não importa o nome do planeta em que vivemos. O fato é que você também é uma criatura de duas pernas que vive andando daqui para lá num globo que vagueia pelo universo.

- Exatamente como os marcianos - completei.

Ele concordou.

- E pode ser até que você esteja passeando pelo jardim e, em vez de dar de cara com um marciano, dê de cara com você mesmo. E pode ser que nesse momento você dê aquele grito de medo que daria se encontrasse um marciano. Isso para dizer o mínimo, pois afinal de contas não é todo dia que a gente se descobre um habitante vivo de um planeta que não passa de uma ilhota no universo.

Entendi o que ele queria dizer, mas não soube o que falar. Não era fácil fazer algum comentário àquele tema.

- Você se lembra de quando assistimos a um filme chamado O encontro? - perguntou meu pai.

Eu disse que sim. Era um filme confuso sobre pessoas que tinham visto discos voadores de um outro planeta.

- Vamos adotar por alguns instantes a linguagem do diretor do filme: ver uma nave espacial de um outro planeta significa um contato do primeiro grau. Quando vemos criaturas bípedes saindo de dentro dessa nave falamos de um contato do segundo grau. E um ano depois do Encontro a gente assistiu a um outro filme...

- Sim...ele se chamava Contatos imediatos do terceiro grau - completei.

- Exatamente. E se chamava assim porque as personagens do filme tinham tocado em andróides de um outro sistema solar. Esse contato direto é o que chamamos de contato do terceiro grau. Tudo bem até aqui?

- Tudo bem - respondi.

Depois disso meu pai ficou olhando por um bom tempo para a praça e para os muitos cafés. E então disse:

- Mas você, Hans-Thomas, você experimentou um contato imediato do quarto grau.

Devo ter parecido um ponto de interrogação da cabeça aos pés.

- Isso porque você mesmo é uma misteriosa criatura do espaço - disse meu pai enfaticamente. E ao dizê-lo, bateu com tanta força a xícara de café sobre a mesa que nós dois ficamos surpresos quando vimos que ela não tinha se quebrado. - Você é essa criatura misteriosa e a conhece como ninguém.

Eu estava confuso, mas entendi na hora que ele tinha toda a razão.

- Você deveria trabalhar para o governo como filósofo - eu disse. E aquilo veio do fundo do meu coração."

Trecho do livro: O dia do Curinga, de Jostein Gaarder.



08h26 |




 

Quem é ela?

Quem era aquela menina que gostava de sonhar?

Quem era aquela menina da blusa cor de rosa?

Quem era aquela menina da mochila colorida?

Quem era aquela menina de jeito doce e inocente?

... que gostava de sentir as ondas do mar?

... que achava que a vida ia ser fácil?

... que gostava de brincar de gente grande?

... que acreditava em conto de fadas?

... que tinha medo do futuro sem nem imaginar onde poderia chegar?

... que achava que os amigos eram pra sempre, que o tempo passava devagar e que o amor chegaria da forma mais inusitada?

... que gostava das coisas simples da vida e curtia com um sorriso cada uma delas?

... que limitava seus sonhos apenas ao céu?

... que acreditava que a beleza da vida estava em curtir com os amigos sem se preocupar com mais nada?

... que achava que podia mudar o mundo?

... que achava que as pessoas amadas, de algum jeito, jamais iriam partir?

... que gostava de correr sentindo o vento no rosto?

... que desafiava o sol ao olhá-lo diretamente?

... que só queria que todos estivessem bem para ela poder ficar bem?

... que  lutava por seus ideais até o último segundo?

... que adorava ficar horas escutando a mesma música?

E essa menina que me analisa por trás do espelho, quem é ela?

ks, Paula.

 



08h59 |




 

 

Bulimia de pensamentos

Bobagens que vivi e ainda vivo
Uterino ainda estou na arrogância
Limitar como sempre é contundência
Ímpio no meu ver sem crer
Melancólico caiu em um colo de dor
Instituir uma força além do que tem
Acordes de solidão está mais além

Decadência errônea do meu prazer
Expirar alguém a sobreviver

Peito o desapego de você
Esquizofrenia parece minha mania
Nativo eu permanecia
servo do calar a cada dia
Aumenta aquela tal de agonia
Mas sei que ela é minha
Estonar eu me faço e vivo alegria
naufrago meu mundo uma vez
Tentaria
Outrora parti da rotina logo sofria
Sem limites aprendi tirar minha sina
Cesar Caetano

 

 



08h58 |




 

Pensando ao som do vento...

 



Um dia desses, acordei cedo e fui caminhar na praia. E como meu cérebro não pára de pensar um só segundo resolvi compartilhar uma parte de todos os pensamentos que surgiram ao realizar tal atividade....

Ao ver uma mãe empurrado um carrinho de gêmeos com roupa de ginástica.... (Isso é que é disposição!)

Um homem lindo oferecendo uma água a uma senhora desconhecida que passou mal e perguntando se está tudo bem.... (gentleman!)

Pessoa correndo desesperadamente e ofegante.... (quanto vezes ao ano ela corre aqui?)

Senhoras sentadas conversando e exibindo seus lindos cachorrinhos de raça... (Ataque de fofura!!)

Ao tirar a foto de um, ele posa pra foto... (morri!)

Mulher loira e magra correndo como se fosse a coisa mais natural do mundo (Um dia eu chego lá!)

Criança se divertindo rolando na areia.. (isso é que é ter infância!!)

Homem suado bebendo água de coco (Sede!!!)

Mulher fora de forma sentada segurando pela colheira seu cachorro preguiçoso que está deitado.. (vamos mexer pra queimar umas calorias!?!)

Mulher com roupa de ginástica se lambuzando com um sorvete... (ganhou tudo que gastou!)

Mãe olhando o filho de mais ou menos dois anos beber água (ter tempo pra isso não tem preço!)

Um casal sorridente, feliz e bonito se olhando... ( é o amor!)

Dois velhinhos se alongando, animados! (fofos!quero levar pra casa!!)

Um cara se alongando e admirando os próprios músculos... (muito narcisista!)

Duas patricinhas andando e conversando sobre as vantagens de não se prender o cabelo... (revirar os olhos basta...me recuso a gastar um pensamento com isso)

Dois homens virando o pescoço pra olhar a mulher que acabou de passar! (há! Ela está com o casaco pendurado na cintura!)

Cena indescritível....(cadê a câmera?)

Chegando em casa... (ufa!)

ks, Paula.



23h40 |




 

Um dia desses...

Marta acorda. Se alonga. Que preguiça! Mais cinco minutinhos. Tempo de sobra. Celular no soneca. Celular desperta outra vez. Mais cinco minutinhos não fazem mal a ninguém. (Somam dez). Mais uma vez. Ok. Olha o tempo. Ih dia de chuva! Ô friozinho bom! Abre a janela pra sentir o ventinho...Curte um banho morninho ouvindo sua estação predileta. Fez hidratação no cabelo. Colocouu o misto na sanduicheira. Uhm. Está pronto. Queijo derretido quentinho! Delícia. Aproveitou pra ligar a tv e ver o primeiro jornal enquanto comia. Já se inteirou dos acontecimentos do dia. Hora de ir pra aula. Look: calça jeans e all star.

Maria levanta atrasada. Não escutou o despertador. Foi correndo tomar banho. Como não deu tempo de passar a roupa social no dia anterior, colocou uma que não precisasse passar (apesar de não combinar muito). Escovou logo os dentes. Café-daa-manhã? Na rua, em um lugar qualquer. Chave? Onde está a chave!!! Chave.... quanto tempo perdido procurando a chave! Achou. Saiu. A porta emperrou. Apertou o botão do elevador. Xiii... passou direto. Foi pela escada mesmo. Ih! Chuva!!!! Guarda-chuva, ONDE ESTÁ O GUARDA-CHUVA? Volta pra buscar. Achou. Pegou. Desceu. Correu pra pegar o ônibus.

Marta sou o eu ontem, Maria o eu de agora. Me adaptando à correria. Depois continuo a relatar sobre a rotina dessas duas pessoas completamente diferentes, mas que no fundo só estão em busca de algo que não sabem definir ao certo (por enquanto)! Ks, Paula

 



23h38 |




A tristeza permitida (Martha Medeiros)


Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como? 

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra. 

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra. 

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. 

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas. 

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia. 

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.



21h06 |




E se de repente

Você se sente diferente

Mas não tem como mudar...

E se inesperadamente

Você pressente que precisa

De um lugar

Um lugar para sonhar

Um lugar para sentir

Um lugar para amar

 

E se de repente

Você nem sente o que deveria sentir

E se tardiamente você percebe

Que deveria mas não pode prosseguir

E se...

ks, Paula.



16h09 |




Falando sobre escolhas e arrependimentos....

Bom, não sei vocês, mas eu acho que existem alguns momentos em que a vida nos coloca diante de situações as quais não gostaríamos de enfrentar. Normalmente, nesses casos, temos duas opções: Nos acovardar e fingir que nada está acontecendo ou enfrentar a situação e aproveitar a experiência para amadurecer. É lidando com as dificuldades que nos conhecemos.

Lidar com opções, ou melhor, escolhas nunca foi uma coisa fácil pra mim. Principalmente porque tenho um nível de exigência alto e me preocupo em fazer as escolhas certas em minha vida. Mas o que seriam "escolhas certas"? Existiria um certo e um errado? E quem diz o que é o certo? Bom, acho que isso só a consciência de cada um pode definir.

Outro dia meu pai me disse uma coisa que é provável que eu nunca esqueça. Estávamos conversando algo sobre como os pais, às vezes, tentam impedir que seus filhos cometam erros e aprendam com eles. Expus minha opinião dizendo que isso era um absurdo, na medida em que cada um tem o direito de cometer seus erros e conduzir suas vidas da forma que acha melhor, e que, por mais que os mais velhos tenham vivido e tenham uma experiência de vida bem mais significante, a maioria teve a chance de errar e aprender.

Então, meu pai disse uma frase que, por algum motivo, não sai da minha cabeça até hoje: "... mas alguns erros são tão grandes que chegam a ser irreparáveis". Isso me fez refletir. Dificilmente me rendo a opiniões alheias, costumo ser bem teimosa e quando entro em um debate defendo meu ponto de vista até o final, por mais que eu acabe vendo que ele não é tão bom, geralmente, não dou o braço a torcer. Mas quando ele disse isso eu só parei de falar.

Já cometi erros irreparáveis. E isso é bem triste. Se eu tivesse um filho, certamente gostaria que ele não fosse pelo mesmo caminho. Mas parece, que dá mesma forma que tenho a certeza de que o amor nos leva a fazer coisas por prevenção tenho a convicção de que algumas coisas são inevitáveis. A vida é feita de escolhas e não podemos evitar as consequências de cada uma delas.

Mas o que posso dizer é que são essas mesmas escolhas (boas ou ruins) que definem o caráter do ser humano. Ninguém faz somente boas escolhas na vida, simplesmente pelo fato de ninguém ser perfeito. Acredito que o que define a integridade de um homem é o quanto ele valoriza suas boas escolhas e como ele lida com as consequências de suas escolhas ruins.

 

Saudade de escrever aqui. Bom Final de semana! Ks, Paula.



20h13 |




Divagando...

Outro dia, conversando com uma amiga, fui surpreendida com a seguinte frase:

“A felicidade não é o destino natural do ser humano. Por isso, Deus, misericordiamente, nos deu o dom da inteligência para que tomemos decisões inteligentes e nos responsabilizemos, assim, pela nossa felicidade.” Kant.

Sem dúvida, me fez refletir sobre: O que as pessoas buscam na vida?  O que é a felicidade? Não é preciso ser muito inteligente pra perceber que essas respostas nunca serão unânimes. Alguns sustentam que a felicidade não existe, mas sim, momentos felizes. Outros passam a vida em busca de um ou alguns objetivos acreditando que só serão felizes quando os alcançarem. Existem os mais sensíveis que são capazes de enxergar a felicidade na simplicidade, como em um olhar de uma criança ou no pôr-do-sol, outros, sentem-se angustiados com as lástimas do mundo e tomam para si o sofrimento alheio, deixando de lado a sua própria vida para lutar pela felicidade de terceiros. Existem aqueles que se fazem de vítima, chorando por não ter oportunidades ao invés de procurá-las.


Uns acreditam no poder da família e amigos e só de estarem por perto já é o bastante para se sentirem felizes. Ao contrário daqueles que são felizes à base de coisas materiais,  acreditando ser impossível ser feliz sem dinheiro. Alguns culpam a Deus por serem infelizes. Outros indíviduos não precisam de mais nada além de amor. Algumas pessoas crêem que só são felizes plenamente se viverem momentos alegres e emocionantes a cada minuto do dia. Já outros, não precisam de motivo: simplesmente são felizes.

 

Poderia ficar horas aqui descrevendo tantas coisas e pontos de vista... Acho que o mais importante é o ser humano se sentir bem e realizado com o que tem e procurar viver sempre da melhor maneira possível. Só posso concluir que felicidade nunca vai ser um conceito permanente. Hoje sou feliz assim, amanhã posso ser feliz de outro jeito. A questão é: O que fazemos para sermos pessoas felizes? Será que estamos vivendo da melhor maneira possível ou deixando a vida passar por nós sem dar valor a coisas importantes? Em que medida estamos nos movendo para sermos felizes? Estamos tomando decisões inteligentes ou atitudes levianas sem nenhuma determinação? Espero que possamos lutar por nós mesmos com determinação e garra. Ser feliz exige coragem e viver exige fôlego. Espero que façam por onde merecer cada segundo de felicidade em suas vidas!


É isso... concordando ou discordando a respeito do conceito, todos estão aqui em busca dela. Até na Constituição estão exigindo tal conceito. Acho interessante ...Afinal, a Constituição é para as pessoas e as pessoas desejam ser felizes. Quem não quer ser feliz que atire a primeira pedra... Ks, Paula.


Vídeo legal no you tube sobre o tema:

http://www.youtube.com/watch?v=y1NgZ3iE8ik



22h49 |




Invisível?!

 

 

Era fim de tarde... ponto de ônibus movimentado. Rua meio perigosa... Juntei-me ao bando para esperar o ônibus.. Eis que prendo a atenção a uma cena:

De um lado, um homem sentado em um banco, se deliciando ao comer um pedaço de torta de chocolate. De outro,  um mendigo anda em sua direção e pára. Olha para o homem, mas seu olhar se concentra na torta em sua mão. É mais forte do que ele. Percebo que o mendigo não consegue se mover, muito menos tirar os olhos da comida. O homem sentado percebe e, contrariado, dá mais uma colherada na torta e o resto... dá ao mendigo. O mendigo senta ao lado do homem e come verozmente o pedaço de torta. A cena não careceu de diálogo.

Aquele olhar... doeu profundamente em mim. Aquele olhar era um olhar de um ser humano. Sim. Não era um ser invisível, como muitos pensam. Era um ser humano em condições precárias de vida.

Sei que não deveria, mas me senti culpada. Me senti culpada por estar pensando no que iria fazer quando chegasse em casa (talvez minhas unhas) ou o que iria comer quando chegasse em casa. Comer. Poderia me dar ao luxo de comer o que bem entendesse. Do biscoito recheado ao pedaço de torta. Pensei no quanto desvalorizo o que tenho. Aquele pedaço de torta era tudo de mais importante na vida daquele homem naquele momento. Fiquei me perguntando que valor dou às pequenas coisas... o fato de ter uma casa; comida; família; amor; educação. Tudo isso me deixou tão triste. Não por ter o que tenho, claro. Mas por saber que enquanto eu tenho tantas coisas as quais não dou o devido valor, outras pessoas têm quase nada. Por que eu seria melhor do que ele? Por que tenho o direito e ele não? Só por que tive a sorte de nascer em um ambiente com oportunidades?

E aí.. fui para casa. Chorei a dor daquele homem. Chorei a a dor da minha impotência.

Onde está a justiça? E a dignidade da pessoa humana?



17h24 |




Uma questão de .

 

 

 

 

. Uma palavrinha tão pequena, mas com um significado tão complexo. Pra mim, ter é essencial. E não digo só pelo lado espiritual.... Acredito que para viver bem é preciso ter em nós mesmos, acima de tudo. E depois, é claro, naquilo em que nos propomos a fazer.

não se troca, vende ou negocia. Ou você tem ou você não tem. Acima de qualquer coisa não se discute. Pensei, pensei, pensei e confesso que não consegui formar um conceito próprio sobre essa palavra. De fato,é muito complexa; forte.

Dentre os diversos significados, encontrados no dicionário, pertencentes a ela, nenhum deles me convenceu satisfatoriamente. Acho que simplesmente foge a definição e não escapa à valoração. A sua é uma a minha, outra. Ninguém pode mudar a sua além de você mesmo.

Ter fé é sentir, é crer, é não precisar de provas para confiar, é acreditar naquilo que escapa aos olhos... Já estou eu tentando mensurar algo totalmente imensurável.

Talvez a não mova montanhas, mas acho que, pelo menos eu, sou movida por ela. É nela que ganho forças para levantar a cabeça depois de uma decepção - quando tenho de que tudo vai melhorar. É ela que me alicerça quando estou desconfiante ou me sinto desestimulada em relação à metas ou objetivos a seguir - quando tenho em mim. É nela que me apóio quando me sinto injustiçada ou desprotegida - quando tenho em Deus. É ela que me respalda quando tenho dúvidas sobre qual o melhor caminho a seguir - quando tenho na educação e valores que recebi. Dentre tantas outras milhares de situações nas quais esse "sentimento" se encaixa tão bem.

Esse sentir enigmático é que me faz refletir, repensar, correr atrás e acreditar. Acreditar num futuro melhor e em tudo que está a minha volta.

Posso dizer que é muito mais leve viver com. Mas isso é algo inevitável para maioria das pessoas. Precisamos ter algo a que nos agarrar de vez em quando. A crença está inerte nesse ser também complexo chamado ser humano.

Bom, é isso.... Espero que tenham em todos os seus planos de vida. Aliás, ter é uma opção e só cada um sabe o que é melhor para si mesmo. Pessoalmente, não saberia viver sem esse sentimento tão importante que move montanhas ou simplesmente muda vidas. Boa semana pra vocês. Ks, Paula.

 



22h25 |




Ser livre...

"O pior cárcere não é o que aprisiona o corpo,

mas o que asfixia a mente e algema a emoção.

Sem liberdade, as mulheres sufocam seu prazer.

Sem sabedoria, os homens se tornam máquinas de trabalhar.

Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das

preocupações do amanhã.

Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama.

É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo.

É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção.

Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a

própria existência e desvendar seus mistérios."

                                                                   Augusto Cury.



09h53 |




Ah! A amizade!

 

Uma relação tão suave, tão reconfortante e, ao mesmo tempo, tão desafiadora. Ser amigo, na minha opinião, é um dom. Conheço pessoas que não possuem essa capacidade. Não estão dispostas a doar-se, a trocar experiências, a amar outra pessoa sem a certeza de algo em troca. Não. Simplesmente se fecham para isso. Uma escolha difícil de decifrar...

 

Conheço outras que possuem várias pessoas em volta, porém não têm ninguém, não conseguem firmar um vínculo com nenhuma delas e acabam ficando sozinhas nos momentos mais importantes!

 

 

....uma vez, ouvi uma pessoa dizer que antes poucos e bons amigos do que muitos e maus. Concordo. Amizade, pra mim, não é qualquer coisa, antes de tudo exige dedicação; apreço; cuidado. É tão bom saber que tem alguém que se importa com você.. Por mais que não esteja tão perto... Você simplesmente sabe que aquela pessoa está ali. A amizade ultrapassa qualquer definição ou entendimento. Ela é nobre, quando verdadeira.

 

Às vezes, algumas pessoas a confundem com outras coisas que talvez também não possuam definição, mas cada um tem a consciência do que é e do que tem. Ter amigos ou ser amigo não é uma tarefa fácil, mas nunca podemos esquecer de dar o devido valor àqueles que estão ali, sempre de braços abertos para nos acolher ou sempre de ouvidos atentos para nos escutar. Obrigada, amigos, por tudo! Um beijo carinhoso! Feliz Dia do Amigo!



20h51 |




Olhando pra trás

 

 

Pensando sobre o passado e sobre o que ele diz sobre mim.

 

Tenho percebido uma certa mudança de pensacomportamento. Sabe quando você passa a não se importar com certas coisas que te tiravam do sério? Às vezes, me preocupava tanto com certas atitudes, palavras.... Me divertia em criar mundos, sub-mundos, conceitos, regras, imposições, barreiras para algumas coisas que, hoje, olhando de uma forma mais longínqua não são dignas de tais criações....

 

Hoje, enxergo melhor minhas atitudes do passado. Nossa, como é estranho olhar tudo de longe, de fora... Olhar pra trás é como ver um filme, mas a questão é que sou eu a protagonista.

 

É estranho quando a gente faz isso. Analiso cada atitude e pergunto: Por quê? Para quê?

Certeza de que seria tudo tão diferente se pudesse voltar e fazer tudo de novo. Mas é claro que, com minha cabeça, entendimentos, maturidade e pensamentos de hoje.

 

Falo isso porque, outro dia, passou um filme na minha cabeça, de um momento de minha vida, e parando para analisar gostaria de dar uns conselhos a mim mesma se fosse possível, quero dizer, a Paula do passado.

 

Mas não posso fazer isso e, pensando bem, não sei se faria se pudesse. A vida é assim mesmo... a gente se arrepende de muitas coisas, mas aprende muito com os erros. Pra mim, quem diz que nunca se arrependeu de nada é, no mínimo, hipócrita. (Mas de que vale minha opinião..?)

 

Olhando pra trás, agradeço aquela garotinha inocente que viveu intensamente cada momento e foi verdadeira com seus sentimentos em cada segundo. Se fez algo, foi porque teve vontade e dificilmente porque alguém lhe impôs qualquer coisa.

 

Não me vejo mais nessa garotinha que tomava atitudes precipitadas, falava sem nem ao menos processar a informação, acreditava em contos de fadas, achava que a vida era simples e que as amizades eram eternas, que buscava insistentemente respostas para perguntas retóricas e sonhava sem desistir. Não sou mais essa garotinha. Mas há muito dela em mim e muito de mim nela..

Isso eu posso garantir!

 

Talvez não pensasse assim se tudo tivesse sido diferente. Na verdade, nem sei porque estou escrevendo tudo isso.. É só que, às vezes, a gente não escolhe pensar determinadas coisas. E quando você vê já pensou e.... escreveu.

 

“Nós não somos o que gostaríamos de ser.
Nós não somos o que ainda iremos ser.
Mas, graças a Deus,
Não somos mais quem nós éramos.”

Martin Luther King.

Ks, Paula.



16h51 |




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